A importância da cabotagem para o desenvolvimento do País

Guilherme Baldan, responsável comercial em cabotagem da Wilson Sons, fala sobre a relevância da cabotagem no Brasil para o desenvolvimento estratégico da infraestrutura no país.

A importância da cabotagem para o desenvolvimento do País

A cabotagem no Brasil é um tipo de transporte muito importante para o comércio do país. A prova disso é que a movimentação de contêineres dessa forma vem crescendo a cada ano.

Ainda mais em momentos difíceis, como vivemos em 2020, o desenvolvimento brasileiro é um caminho para continuarmos crescendo no futuro. A agência marítima (shipping agency) tem um papel fundamental para manter a expansão da produção e da economia nacional.

Para dar mais informações sobre o que é esse transporte e como ele influencia o desenvolvimento do Brasil, contamos com a expertise de Guilherme Baldan, responsável comercial em cabotagem da Wilson Sons.

O que é cabotagem?

Antes de falar mais a fundo sobre o impacto da cabotagem, podemos definir melhor o que é esse meio de transporte e como ele funciona. Em termos marítimos, trata-se da navegação feita dentro de um espaço limitado de águas nacionais, definido como a movimentação de embarcações tendo a costa sempre à vista.

Isso não significa, necessariamente, trajetos de curta distância, ainda mais se levarmos o tamanho do litoral brasileiro em consideração. Inclusive, pode ser até feita internacionalmente, entre países que fazem parte do mesmo continente.

Em um contexto de transporte de carga, ou ocean freight, a cabotagem é um modal cada vez mais utilizado dentro do país. Isso vem, principalmente, do ganho em custos de frete (já que navios podem carregar um volume muito alto), da eficiência/pontualidade do meio de navegação e da segurança.

O resultado é uma variedade mais competitiva de modais de logística e a redução da utilização de caminhões para trajetos de longa distância.

Como ela ajuda no desenvolvimento estratégico da infraestrutura?

Essa diversificação do transporte de cargas é um dos pontos que fazem a cabotagem uma chave para o desenvolvimento de infraestrutura no nosso país. Esse pensamento não é nem um pouco fora da realidade, quando lembramos que o investimento pesado em caminhões e rodovias pautou a expansão brasileira para o interior no último século.

É hora de utilizar o mesmo poder comercial para dar ainda mais estrutura e eficiência ao uso da nossa costa. Um grande motivo para isso é notar que, mesmo com dimensões continentais,  70% da população do país vive a até 200 quilômetros do litoral.

Guilherme aponta que “precisamos considerar a cabotagem como uma modalidade de transporte para abastecimento de parcela significativa da população”. A verdade é que muito do transporte de cargas no mercado interno, que é feito por caminhões, poderia ser realizado de forma mais eficiente e barata por esse modal.

É um ciclo virtuoso: o investimento na cabotagem impacta o investimento na infraestrutura brasileira, que retorna em um aumento ainda maior desse tipo de navegação. Hoje, o país já conta com 34 portos, muito em razão dessa demanda interna.

A ideia é que esse número seja ainda maior, com uma adesão significativa de empresas em toda a cadeia comercial. O objetivo é que logísticas diferentes desenvolvam capacidades e estruturas diversas em vários pontos do Brasil.

Com o crescimento da cabotagem, novas empresas se instalam perto de portos e a população da região tem acesso facilitado a todo tipo de produto. “Precisamos diversificar a matriz de transporte se quisermos garantir o abastecimento pleno da população em um país grande como o nosso”, conclui Guilherme.

Quais são os grandes desafios da cabotagem no Brasil para o futuro?

Em um país que priorizou por tanto tempo o transporte rodoviário, não é surpresa apontar os maiores desafios da navegação como sendo questões de desconhecimento sobre o setor. Isso vem sendo superado, aos poucos, com conscientização e investimento na penetração de mercado.

Entre esses pontos a serem mais expostos, Guilherme destaca alguns: “É um modal de transporte sustentável, com baixa emissão de poluentes, e que reduz de forma significativa os sinistros relacionados a acidentes e roubos durante o transporte. Também proporciona redução de custos e geração de valor em toda a cadeia devido ao planejamento e gestão decorrentes da multimodalidade”.

Olhando por esse escopo, os desafios da cabotagem serão vencidos pelo próprio crescimento do modal. Quanto mais empresas perceberem sua importância e investirem nela, maior será a infraestrutura disponível e a diluição de custos de frete.

Outro exemplo desafiante é a capacitação de mais profissionais como operadores e a criação/modernização de novos terminais. A mentalidade no setor é de que investimentos trazem mais recursos. Por isso, o cenário é de otimismo de que, em breve, a cabotagem seja ainda mais impactante dentro da nossa economia.

Quais são as perspectivas do setor para os próximos anos?

Para falar do futuro, não dá para deixar de citar a pandemia que enfrentamos em 2020 e que ainda segue com incertezas. Porém, se torna mais um motivo importante para buscarmos um melhor desenvolvimento do modal e ser capaz de amenizar ou superar os momentos mais difíceis.

Mesmo com uma redução de consumo natural no período, setores como alimentação, higiene e limpeza continuaram movimentando o mercado e utilizaram muito a cabotagem como suporte logístico em cidades importantes do país.

Esse é um sinal de como é promissor o futuro desse tipo de transporte de carga. Segundo o Instituto Ilos, o setor tem potencial para quintuplicar nos próximos anos, sendo que 22 milhões de toneladas de carga, hoje, poderiam já estar sendo transportadas em navios.

Esse processo pode acelerar ainda mais com a Política de Estímulo à Cabotagem, denominada BR do Mar, que pretende incentivar o investimento privado em ações e empreendimentos que atuem no desenvolvimento do modal no país. Portanto, quem está entrando agora nesse segmento dá uma contribuição enorme ao futuro logístico brasileiro. É como o próprio Guilherme, especialista na área, conclui:

“Estamos em um momento de grande reflexão sobre as nossas rotinas do dia a dia e a forma como vemos o mercado de trabalho e modelos de distribuição e transporte. Minha expectativa é que esse conjunto de fatores crie um ambiente sustentável para um crescimento sólido desse importante modal de transporte.”

A cabotagem no Brasil ainda é um meio subutilizado de desenvolver infraestrutura logística e fomentar a economia, mas não por muito tempo. Quem aposta no transporte marítimo, sai na frente para esse futuro que nos espera.

Você se interessou pelo assunto? Então, venha saber ainda mais detalhes sobre como funciona o serviço de cabotagem para o transporte de mercadorias!

Imagem: Complexo Industrial Portuário de Suape. This file is licensed under the Creative Commons 

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