Agora que a crise já ensinou e desafiou, como agir no novo “anormal”?

Andrea Simões, Diretora de Gestão e Gente da Log-In, fala dos desafios encarados pelas empresas de navegação durante a pandemia e os cuidados no retorno ao trabalho presencial nas empresas.

Agora que a crise já ensinou e desafiou, como agir no novo “anormal”?

A pandemia vem sendo um período de muito aprendizado e reflexão para todos. Os desafios e as lições estão sendo inúmeras. E tenho certeza que seguiremos neste ritmo ainda por algum tempo, transitando em um terreno desconhecido que exige cautela.

Trata-se de um novo cenário que nos obrigou a lidar com situações complexas, que exigiram respostas rápidas e nos convidou a perceber que, mesmo atuando em um segmento com muitas particularidades, poderíamos funcionar bem com uma gestão à distância.

Inclusive, ouvi uma frase do César Souza, um nome importante na área de recursos humanos, que achei perfeita e ajuda a contextualizar essa incerteza: “Não estamos falando de um ‘novo normal’ e sim do ‘novo anormal’”.

No nosso caso da Log-In, especificamente, esse contexto fez com que nos descobríssemos como empresa, como coletivo, e, principalmente, revelou como o digital é, mais que um aliado. E sim, uma estratégia de negócio e um meio de engajamento e envolvimento com o nosso time.

Redefinimos as agendas e desenvolvemos iniciativas para suportar as lideranças na condução dos times em meio a todas as mudanças abruptas com as quais estamos convivendo. Em paralelo, ainda foi preciso lidar com o imediatismo da crise e iniciar os preparativos para esse novo normal, que, aliás, como já disse, não é tão normal assim.

Em campo, optamos pela telemedicina na navegação, que é algo pioneiro e inovador. Quebramos paradigmas e nos apoiamos na tecnologia para monitorar nossos marítimos e cumprir os protocolos da ANVISA.  Também intensificamos o plano de saúde mental e emocional dos nossos colaboradores.

Além disso, por exercermos um tipo de serviço essencial, muitos dos nossos colaboradores não mudaram suas rotinas. Desta forma, foi preciso fazer uma adaptação imediata, com cuidados redobrados.

Mudamos algumas práticas com relação à quarentena dos tripulantes, o PCR passou a ser um exame obrigatório no período pré-embarque, aumentamos o número de turmas dos navios e tomamos uma série de outras medidas, que já foram totalmente incorporadas a nossa rotina. Afinal, temos que cuidar da nossa gente.

Na empresa como um todo, fizemos as avaliações de desempenho, nosso “Ciclo de Gente”, 100% à distância, o que também foi disruptivo. Comprovamos com isso que, qualquer dúvida ou opinião pré-concebida a respeito de limitações do online, não se sustentavam. Soltamos as travas no que tange o significado de estarmos juntos e conectados em prol de um negócio e um objetivo em comum.

Todas essas medidas fizeram com que eu mesma ficasse muito mais conectada com o negócio de navegação, com os times de operação e com as áreas de negócio com os terminais, com os marítimos e até com a área comercial. Além disso, inovamos e pensamos em novas formas de comunicação para a empresa como um todo.

Acho importante refletir também sobre a área da saúde, que demonstrou sua verdadeira importância com a pandemia.  Essa, aliás, foi outra lição aprendida no mundo corporativo. As empresas finalmente perceberam que as pessoas são seu principal ativo e, de um dia para outro, precisaram colocar em prática projetos que estavam na gaveta para zelar pela saúde de quem realmente faz o negócio acontecer. O bem-estar do colaborador vai muito além do salário e a empresa pode fazer mais ao promover apoio e causar impacto positivo nas vidas de seus times de outras formas.

Tudo isso nos faz refletir sobre a volta, sobre o retorno seguro de quem hoje está trabalhando e produzindo muito bem em casa. Tenho que lembrar que as pessoas pegam transporte público, deslocam-se, expõem-se e, com isso, colocam em risco não só a si, como seus familiares e também quem estará ao seu lado no escritório.

Quando as trazemos para o nosso ambiente, para o escritório, passamos a ser ainda mais responsáveis por elas. E se tudo está funcionado, qual o problema de continuarmos em casa, seguros?  Como líderes temos que pensar nisso. Equilibrar o humano com o negócio.

A vacina ainda não chegou e por mais que já tenhamos desenhado um plano de desmobilização, com métricas e parâmetros que estamos analisando e acompanhando (curva de novos casos, letalidade, taxa de retransmissão nas cidades onde temos presença, quem pode seguir trabalhando de casa, entre outros pontos) e o comitê continue reunindo-se todos os dias, não temos ainda possibilidade de um retorno seguro.

Ou seja, por mais que eu tenha tudo muito planejado e sob controle, não vamos relaxar e nos prepararemos cada vez mais para esse novo anormal.

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