Transporte por barcaças no ES aumenta eficiência e ajuda meio ambiente

Navegação de cabotagem já é sinônimo de eficiência logística e de sustentabilidade no Espírito Santo, como o terminal de barcaças oceânicas da ArcelorMittal Tubarão exclusivo para esse tipo de movimentação

Transporte por barcaças no ES aumenta eficiência e ajuda meio ambiente

Uma das maiores apostas para o crescimento do setor portuário capixaba, a navegação entre portos de um mesmo país, a chamada cabotagem, já é sinônimo de eficiência logística e de sustentabilidade no Espírito Santo, que conta com um terminal exclusivo para esse tipo de movimentação. 

Trata-se do Terminal de Barcaças Oceânicas (TBO), da ArcelorMittal Tubarão, que completa 15 anos de operação em 2021. A estrutura tem capacidade de movimentar mais de 1 milhão de toneladas de produtos siderúrgicos por ano, para o Porto de São Francisco do Sul, em Santa Catarina. 

Segundo Eduardo Zanotti, vice-presidente Comercial da empresa, o empreendimento, além de dar mais competitividade e eficiência para o grupo com a redução dos custos de transporte, também se mostra uma operação mais sustentável e que contribui para a segurança nas rodovias. 

Isso porque a cabotagem no TBO é toda feita por barcaças que transportam bobinas de aço para a ArcelorMittal Vega (SC) e demais clientes do grupo na região Sul do país, além de receber bobinas produzidas no Sul para entrega a clientes do Espírito Santo e regiões próximas. 

Cada barcaça tem capacidade de levar até 10 mil toneladas, o que dá um total de 350 bobinas por embarcação. Assim, há uma redução de carretas de grande peso nas estradas, que geram desgaste às rodovias, e também uma queda no consumo de combustíveis e de emissão de gases poluentes que contribuem para o efeito estufa. 

“Por meio do carregamento de apenas uma barcaça, retiramos da estrada mais de 240 caminhões, contribuindo para a segurança nas estradas e também com o meio ambiente, com menor geração de CO2”, explica Eduardo Zanotti, Vice-Presidente Comercial da ArcelorMittal Tubarão

O percurso entre o Espírito Santo e Santa Catarina, de 630 milhas náuticas (aproximadamente 1.167 quilômetros), é feito em apenas três dias por meio das barcaças oceânicas e empurradores. Pelo modal também é possível transportar bobinas maiores do que seria possível de caminhão ou de trem, dando um ganho de produtividade. No terminal, a barcaça também assume a função de armazém flutuante. 

O executivo destaca ainda que há estudos em andamento por parte da empresa para modernizar ainda mais a estrutura. São projetos previstos para médio e longo prazo visando melhorar a utilização do terminal e aumentar a movimentação de carga. 

COMPARAÇÃO ENTRE MODAIS 

Barcaça:

Capacidade de 10 mil toneladas. Seria necessária uma a cada 3 dias.

Vagão de trem:

Capacidade de 72 toneladas. Seriam necessários de 40 a 50 vagões por dia a cada 2 ou 3 dias.

Carretas:

Capacidade de 27 toneladas. Seriam necessários de 100 a 110 caminhões por dia a cada 3 dias.

HISTÓRIA

O investimento no TBO foi iniciado nos anos 2000 juntamente com o projeto do Laminador de Tiras a Quente (LTQ) da ArcelorMittal Tubarão. A empresa já era líder mundial no segmento de placas e investiu para produzir bobinas a quente também para o mercado interno. 

No livro “Portos do Espírito Santo”, que será lançado em live no dia 14 de abril com patrocínio da ArcelorMittal Tubarão, o jornalista Antônio de Pádua Gurgel conta essa história e descreve a inauguração do terminal como o início de um novo capítulo da história da empresa no Estado. Ele lembra que os primeiros estudos para implantação do terminal se iniciaram ainda em 1997.

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